
Quanto tempo dura a recuperação depois de uma cirurgia de aumento peniano? A resposta logo à partida: a maioria dos doentes anda no próprio dia, volta ao trabalho de escritório ao fim de cerca de uma semana, recebe autorização para voar para casa no final da primeira semana assim que um cirurgião parceiro verifica as feridas, e deve evitar relações, masturbação e exercício intenso durante quatro a seis semanas. O inchaço e as equimoses dominam o primeiro mês, e nada é definitivo antes dos três a seis meses. O aumento peniano não é uma operação mas várias — secção do ligamento suspensor para o comprimento, e preenchimento, transferência de gordura ou enxertos para a espessura — e cada uma cicatriza ao seu ritmo. Este guia percorre o que acontece realmente semana a semana, incluindo a parte que quase nenhuma página escreve: para uma boa parte dos homens que perguntam por esta cirurgia, a resposta médica honesta é que não precisam dela.
A maioria de quem se informa tem uma anatomia claramente dentro do normal. Os grandes estudos que agregam milhares de medições apontam para um comprimento médio em ereção de cerca de treze centímetros, e a maior parte de quem se apresenta para operar mede dentro desses valores. As sociedades de urologia europeias e norte-americanas mantêm uma posição deliberadamente prudente: a evidência é escassa, a satisfação é inconstante e as complicações não são raras. Há três coisas a excluir antes de marcar um bloco operatório. Uma almofada de gordura púbica proeminente esconde comprimento real, e a perda de peso — ou, no caso certo, uma lipoaspiração púbica bem mais simples — pode revelá-lo sem tocar no pénis. O preenchimento com ácido hialurónico para a espessura não é cirúrgico, é reversível e reabsorve-se ao longo de um a dois anos, o que o torna a forma menos arriscada de perceber se a mudança é mesmo o que queria. E quando o motor é o sofrimento com um corpo normal, fala-se de dismorfofobia, que se trata com apoio psicológico e não com bisturi. Um cirurgião parceiro que o observa e lhe diz que não é candidato está a fazer bem o seu trabalho.
A cirurgia de comprimento consiste em seccionar o ligamento suspensor que prende o pénis ao osso púbico, para que fique fora do corpo uma porção maior do corpo do pénis. Faz-se por uma pequena incisão acima da base, e a recuperação não é ditada pelo corte mas pelos meses de tração ou alongamento que se seguem, porque de outro modo o tecido cicatricial puxa de volta o que foi libertado. A espessura é outro capítulo. O ácido hialurónico injeta-se sem incisão, quase não tem paragem e desaparece em cerca de um a dois anos. A transferência de gordura colhe gordura própria por lipoaspiração e injeta-a no corpo do pénis, pelo que cicatriza de duas zonas ao mesmo tempo e uma proporção significativa da gordura transferida — muitas vezes um terço a metade — é reabsorvida nos primeiros meses. O enxerto dérmico ou de matriz é o mais invasivo dos três e cicatriza mais devagar. Se combinar comprimento e espessura numa só viagem, planeie pelo mais lento.
Opera-se quase sempre sob anestesia geral ou raquidiana e demora uma a duas horas; a maioria regressa ao hotel no próprio dia ou após uma noite. Conte que o inchaço e as equimoses do pénis e da zona pareçam piores ao segundo e terceiro dia do que logo após a cirurgia: é a curva normal, não uma complicação. A dor é descrita mais como desconforto e pressão do que como algo agudo, e controla-se com analgésicos orais habituais. Terá um penso leve e por vezes uma ligadura de suporte, e deve manter a zona limpa e seca conforme indicado. Haverá ereções, incluindo noturnas, e na primeira semana são desconfortáveis: está previsto. O cirurgião verifica as feridas antes de autorizar a viagem, normalmente no final da primeira semana e não no dia seguinte. Como qualquer operação seguida de horas sentado aumenta o risco de trombose a curto prazo, caminhe com regularidade no corredor do avião, beba água e mexa as pernas.
Ao trabalho de escritório volta-se por volta de uma semana, ao trabalho físico ou de pé bastante mais tarde, e a data exata pertence ao cirurgião, não à entidade patronal. Conduzir faz sentido quando já deixou os analgésicos fortes e consegue sentar-se e travar sem hesitar, em geral em uma a duas semanas. Com a bicicleta é preciso paciência: a pressão do selim sobre um pénis em cicatrização é o contratempo clássico autoinfligido, e quase todos os cirurgiões afastam o doente da bicicleta pelo menos seis semanas. Se fez secção do ligamento, é aqui que começa o protocolo de tração ou alongamento, normalmente um número de horas por dia ao longo de vários meses. É maçador e não é opcional: não o cumprir é a principal razão para o ganho de comprimento regredir enquanto a cicatriz amadurece. As equimoses desvanecem na segunda e terceira semanas e o inchaço desce gradualmente. Se fez transferência de gordura, não julgue ainda a espessura: às três semanas boa parte do que vê é líquido.
A atividade sexual, incluindo a masturbação, fica normalmente de fora durante quatro a seis semanas, e a razão é mecânica e não uma cautela formal. Depois da secção do ligamento a reparação tem de aguentar; depois da transferência de gordura, o movimento e a pressão perturbam a gordura enxertada antes de esta ter estabelecido irrigação, o que favorece nódulos e assimetrias. Recomeçar cedo custa exatamente o resultado que pagou. Quando for autorizado, espere que as primeiras semanas sejam diferentes: sensibilidade alterada ou aumentada é comum, a pele pode repuxar, e depois da secção do ligamento o ângulo da ereção fica habitualmente mais baixo do que antes, porque foi dividido justamente o suporte que o mantinha alto. Essa mudança é permanente e é um dos compromissos a compreender antes de assinar o consentimento, não depois. O ginásio volta por fases: caminhar desde cedo, treino geral por volta das quatro semanas com o acordo do cirurgião, e cargas pesadas, abdominais e bicicleta em último.
Entre o terceiro e o sexto mês o inchaço desapareceu, a cicatriz amoleceu e o que vê está próximo do resultado real. A transferência de gordura é a exceção: a reabsorção prossegue nos primeiros três a seis meses, a espessura final é menor do que a imediatamente pós-operatória, e uma parte dos doentes opta por uma segunda sessão depois de a primeira assentar. O ácido hialurónico não dura de todo a longo prazo e tem de ser repetido se quiser mantê-lo. Os ganhos de comprimento após secção do ligamento são tipicamente modestos — o aspeto em flacidez melhora de forma mais fiável do que o comprimento em ereção — e dependem muito da fidelidade ao protocolo de tração. As cicatrizes na base passam de rosadas a claras em cerca de doze a dezoito meses. Pequenos nódulos palpáveis após transferência de gordura não são invulgares e muitas vezes amolecem com o tempo e a massagem; nódulos persistentes, assimetria visível ou uma banda dura ao longo do corpo do pénis devem ser avaliados e não esperados.
A maioria das recuperações decorre sem sobressaltos, mas conhecer os sinais de alarme vale mais do que garantias. Ligue ao seu coordenador ou cirurgião no próprio dia perante febre, vermelhidão que alastra ou calor, uma ferida que abre ou drena, dor que piora de repente em vez de aliviar, ou inchaço rápido de um só lado que sugira um hematoma. Qualquer dificuldade em urinar, ou uma ereção dolorosa que não cede, exige avaliação urgente. Dor ou inchaço numa barriga da perna deve ser visto no próprio dia, e dor no peito ou falta de ar é uma emergência. Nos meses seguintes, vigie um pénis que fica progressivamente duro ou curvo, alterações da pele sobre uma zona injetada, ou dormência que não melhora. A lista realista de complicações inclui infeção, hematoma, nódulos e contorno irregular, assimetria, alterações da sensibilidade, cicatrizes e retração que anula o comprimento ganho, migração ou reabsorção do material injetado e, menos frequentemente, dificuldades de ereção. Quase todas são controláveis, e tratá-las cedo é o que as mantém pequenas.
Na maioria dos casos às quatro a seis semanas, e só depois de o cirurgião confirmar que os tecidos cicatrizaram. A restrição abrange a masturbação além do coito. Recomeçar cedo arrisca deslocar a gordura enxertada, forçar a reparação do ligamento e produzir nódulos ou assimetrias que depois é preciso corrigir: as regras do pós-operatório existem para proteger o resultado, não por prudência gratuita.
Sim, e é a parte que se subestima. O tecido libertado cicatriza formando fibrose, e a fibrose contrai. Usar o dispositivo de tração ou fazer os alongamentos pelas horas que o cirurgião indicar, ao longo de vários meses, é o que impede que essa contração recupere o comprimento obtido. Quem abandona o protocolo nas primeiras semanas costuma ver o ganho visível esvair-se.
Depende inteiramente do procedimento. O preenchimento com ácido hialurónico é temporário por natureza e desaparece em cerca de um a dois anos. A transferência de gordura é permanente para a gordura que pega, mas um terço a metade reabsorve-se tipicamente nos primeiros meses. A secção do ligamento é permanente em princípio, embora o ganho prático dependa do comportamento da cicatriz e da constância com a tração. Ninguém lhe pode prometer honestamente um número fixo de centímetros.
Se está a ponderar, o passo seguinte mais útil é uma avaliação honesta e não um folheto. Envie as suas dúvidas e uma descrição do que gostaria de mudar para a Estetica Istanbul e um coordenador marcará uma avaliação gratuita com um cirurgião parceiro certificado, que lhe dirá qual o procedimento — se algum — se adequa à sua anatomia e ao seu objetivo, qual o resultado realista e o que a recuperação implicaria para o trabalho, as viagens e o treino. Se a resposta honesta for que a cirurgia não é o caminho certo para si, é isso que lhe será dito.