
Todas as semanas recebemos pacientes com um primeiro transplante dececionante, muitas vezes feito em clínicas low-cost turcas, às vezes noutros países. A boa notícia: a correção é possível na maioria dos casos. A má: leva tempo e depende da reserva folicular que te resta.
Linha frontal demasiado baixa ou reta (aspeto artificial). Densidade insuficiente apesar de um número anunciado elevado de folículos. Cicatrizes visíveis na zona dadora (sobreextração). Folículos colocados em ângulos errados (cabelos "em pé"). Plugs visíveis (técnicas antigas dos anos 2000).
Acrescentar folículos para densificar. Camuflar uma linha frontal artificial adicionando monofoliculares à frente. Extrair e replantar folículos mal colocados (técnica rara e delicada). Tapar cicatrizes da zona dadora com micropigmentação capilar.
Uma zona dadora esvaziada acima do limiar (50 % dos folículos retirados) deixa de poder produzir enxertos. O paciente fica, então, apenas elegível para micropigmentação densificadora. É irreversível: motivo mais que suficiente para não aceitar um primeiro transplante subdimensionado numa clínica duvidosa.
12 a 18 meses após o primeiro transplante. Antes disso, a densidade não está estabilizada e arriscas corrigir um problema que afinal não existe.
A partir de 2.500 €. Costuma ser mais caro do que um primeiro transplante porque é tecnicamente mais complexo. O Dr. Tosun aceita cerca de 70 % dos pedidos de correção; no resto, a reserva folicular não permite uma melhoria significativa.